Pages

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

5 coisas a mudar no Instagram


Prometo que não sou um promotor do Instagram. Dito isto, e enquanto frequentador assíduo da rede social mais popular do mundo, existem sempre coisas a melhorar. Foi a pensar nessas supostas inovações que organizei uma pequena listagem com algumas das que considero mais urgentes:

#1. Alterar ordem das fotografias

Algo me diz que este desejo é partilhado por uma multidão de utilizadores. Com certeza já vos aconteceu estar a olhar para a vossa página e aperceberem-se que aquela foto não está nada bem ali e ficava melhor aqui. Seja devido às tonalidades ou tipo de imagem, este é o problema que encontro com maior frequência e gostava que fosse resolvido.

#2. Generalização dos updates

Compreendo que não seja possível fazer uma actualização geral cada vez que surge uma nova definição, mas parece-me absurdo que alguns recebam as coisas com décadas de antecedência. Por exemplo, estão a ver as "histórias"? Nem eu fazia ideia que o Instagram ia plagiar o Snapchat e já a minha namorada tinha esse novo brinquedo há meses. MESES. O mesmo voltou a acontecer com a opção de fazer um "Directo". Desde Novembro/Dezembro que ela tem essa definição e os mortais comuns como eu, nada. Adorava saber qual é o critério de selecção para testas estas invenções (estou à espera de uma resposta bitchy da parte dela).

#3. Ocultar fotografias

Quanto a vocês não sei, mas há alturas em que me apetece apagar um batalhão de fotografias do meu feed. Seja por não combinarem esteticamente ou porque o feitiço é quebrado e percebo que afinal não são grande coisa, já me livrei de umas quantas. Só existe um senão, o número de likes que algumas têm. Custa-me imenso apagar imagens com 300 "gostos". Tal como no Facebook, deveria existir a possibilidade de "ocultar" fotografias e deixá-las só para os nossos olhos. Sempre é melhor do que depois nos arrependermos de algum delete spree inconsciente.

#4. Avisar automaticamente quando o nosso conteúdo for re-publicado

Não me perguntem como, mas que devia existir um alerta para quando outras contas "roubam" as nossas fotografias, devia. É prática comum lojas ou contas especializadas fazerem o re-upload de imagens e, por norma, tagarem o proprietário original. No entanto, nem sempre é o caso. Desconheço se alguma vez sofri deste problema, mas já o vi acontecer com outras pessoas. Claro que se pode denunciar o conteúdo, mas é uma situação chata e desnecessária. 

#5. Bloquear automaticamente contas de spam

Outro dos grandes males desta plataforma é a quantidade de contas falsas ou de spam que existem. Calculo que já vos aconteceu serem bombardeados com identificações em contas para ganhar seguidores ou então comentários com o mesmo fim. Não estando em nenhuma dessas redes duvidosas para angariar tráfego, não compreendo porque é que me vêm sempre chatear. Antes limitava-me a ignorar ou apagar (se fossem comments), mas agora bloqueio logo. Não há paciência. Deviam criar uma espécie de filtro que limpasse logo essas contas fantasma. Aposto que iam ver muitas pessoas a perderem milhares de followers.


São utilizadores frequentes do Instagram? Concordam com estes pontos? O que mudavam?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Até já, “Please Like Me”


Hoje era suposto publicar uma review sobre o último álbum dos XX mas não tenho condições para o fazer. Não costumo ficar sem palavras mas aconteceu. Estou há algum tempo a tentar formar frases mas sem sucesso. Sinto-me emocionalmente drenado. Na segunda-feira assisti à quarta temporada completa de uma série que adoro e as lágrimas ainda não pararam. Sim, leram bem. Estou assim por causa de uma produção televisiva.

Riam-se, mas quando me apego a uma narrativa e às suas personagens, a sério, acolho-os no meu coração como se fossem de carne e osso e pertencessem à minha família. São raras as histórias que conseguem despoletar em nós um sentimento tão forte que, quando algo corre mal, a dor não é fictícia, é real. Tão real que nos deixa assim, desfeitos. Please Like Me é uma delas.

Sem que praticamente ninguém se apercebesse, esta série australiana tornou-se numa das melhores, mais honestas e surpreendentes produções televisivas da última década. No episódio piloto conhecemos Josh, um jovem de vinte e tal anos, inseguro, sarcástico e, até certo ponto, narcisista — felizmente bem diferente da Hannah de GIRLS — que é arrastado para fora do armário pela melhor amiga e, na altura, namorada, Claire. Simultaneamente, tem que lidar com a primeira tentativa de suicídio da sua mãe bipolar. Ainda assim, Josh vive um dia de cada vez, tentando que hoje seja menos shitty que ontem, tanto para ele como para os que o rodeiam.

Como resultado, a série — criada, produzida e protagonizada pelo comediante Josh Thomas — é um retrato bastante fiel da vida de um rapaz e o seu grupo de amigos, que se encontram naquela fase em que a linha entre adolescente dependente dos pais e adulto emancipado é bastante ténue. Pelo meio, tentam sobreviver. Cada dia, ou episódio, é uma batalha para manter o espírito positivo, ser feliz e encontrar um rumo.


Ao longo de quatro anos, Please Like Me, abordou uma variedade de tópicos que outras produções mais populares têm medo de tocar, e conseguiu fazê-lo com sensibilidade, franqueza, e claro, a componente cómica sempre presente. A série cobriu a homofobia e o racismo, depressão e assédio sexual no local de trabalho, doenças sexualmente transmissíveis e até cancro da mama. Sem querer revelar spoilers, houve um aborto que, de uma maneira absolutamente refrescante, não foi tratado com medo de ferir susceptibilidades, mas de forma autêntica, consciente e sem arrependimentos. Na segunda temporada, grande parte das cenas e três personagens principais — Hannah (Hannah Gadsby), Arnold (Keegan Joyce) e Rose, a mãe do Josh (a soberba Debra Lawrence) — foram passados numa instituição de saúde mental.

A quarta season é uma cruel chamada de atenção. De longe a mais sombria e difícil de digerir, mas também a melhor de todas. O Josh tenta fazer todas as pessoas felizes, incluindo ele, mas não consegue. Nada funciona e tudo acaba por se desmoronar. Se as três primeiras serviram de desenvolvimento para a depressão da mãe e as inseguranças dele nas suas relações (tanto de amizade como amorosas), então esta temporada é uma inevitável descida à terra. Terminadas relações, namorados desaparecem e amigos de uma vida acabam por se afastar. É brutalmente realista.

Com a continuação incerta, o último episódio desta temporada mais parecia o fim da série. Não vos posso explicar com todas as letras o que me afectou tanto nos últimos capítulos, sem revelar algo essencial. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta. O desfecho não chocou por ter sido contado desde o início, mas a negação é uma ferramenta muito forte. Talvez me reveja em alguns aspectos da personagem principal e a sua relação com os outros, em especial com a mãe, mas mexeu mesmo comigo. Sim, dois dias depois, as lágrimas continuam a chegar. Senti uma necessidade enorme de partilhar convosco aquela que se tornou numa das minhas séries favoritas de sempre — tanto que vou acrescentar uma posição especial no top de 2016 visto que tinham dito que estreava este ano e na volta enganaram-me.

O elenco é fantástico e extremamente competente. A cumplicidade´entre eles é tanta que acreditamos piamente que se conhecem há séculos. Os timmings são perfeitos e a edição e produção musical simplesmente geniais. O enredo tanto nos aquece o coração como o desfaz numa questão de segundos. Espero, sinceramente, que não seja o fim. Não estou preparado para dizer adeus. Se for, despediu-se como se apresentou, e manteve-se fiel à sua essência crua e sincera.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Já chega, não? ⤫ Sê original, não copies

Imagem original (x)
Prometi a mim mesmo que ia tentar manter uma abordagem mais serena em relação a alguns crimes cometidos na blogosfera. "Não dês tanta importância, só te faz mal", pensava eu. Estava a portar-me bem até que há alguns dias aconteceu algo que para mim foi a última tacada.

Não querendo soar convencido, se há algo de que me orgulho é da minha escrita. Erros de ortografia ocasionais, fruto de distracção, todos damos (de certeza que vão encontrar um aqui algures), mas a maneira de escrever, sejam frases, utilização de expressões ou criação de conteúdo em geral, é o que nos distingue no meio de tantos outros. Ou pelo menos, assim deveria ser.

Começarem a utilizar em massa expressões geniais que uso frequentemente, desde que criei o blog, é uma coisa que só por si me irrita, mas adaptarem frases minhas para escrever "opiniões" nas suas páginas ainda para mais sobre algo que pouco ou nada sabem mas como soa bem e profissional vai na mesma , é algo completamente diferente. Será que a vaidade é tanta que não percebem que se nota descaradamente o que estão a fazer? Sei perfeitamente identificar o que escrevi, não ando aqui a dormir.

O que as pessoas se esquecem é que existe uma coisa chamada "Google Analytics" ou "Estatísticas", que nos mostram as fontes de tráfego, em detalhe. Não é a primeira vez que reparo no aumento considerável de visualizações num certo grupo de publicações, e depois descubro que "alguém" publicou algo sobre esse mesmo tema. Aw que coincidência! A partir do momento em o país e até a cidade de origem das views é o mesmo que o da(s) pessoa(s) em questão, poupem-me. Estranhamente, é reconfortante saber que não é paranóia, é mesmo verdade. I have the receipts.

As minhas reviews e textos em geral, não aparecem do ar. Excepto tópicos triviais ou pessoais, a maioria é fruto de muita pesquisa e muitas horas de sono perdidas para oferecer um testemunho genuíno e o mais completo possível. Imagino que seja aliciante chegar aqui e ver a papinha toda feita, mas pensem por vocês próprios. Be a leader, not a follower

O motivo desta publicação não é "lavar roupa suja" mas um aviso de que, apesar de me recusar a referir nomes, sei perfeitamente quem anda a fazer isto. Se tiverem um pingo de dignidade e vergonha na cara, parem ou pelo menos assumam de onde vão buscar o material. Lamento o desabafo mas não imaginam o quão frustrante é ver o nosso trabalho a ser replicado e elogiado em outras páginas, como se fosse delas. Já chega. Não tenho paciência para pessoas sem personalidade e que precisam de se moldar à identidade dos outros para parecerem cool e super irónicos. Sê original, não copies.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Pequeno update da minha vida

Quem me segue no instagram já percebeu duas coisas, não tenho publicado histórias e quando o faço é a resmungar com algo relacionado com trabalho. Assim se resume a minha vida, basicamente. 

Agora a sério, a minha vida profissional sofreu algumas mudanças. Sem entrar em grandes detalhes, até porque eventualmente falarei melhor sobre o tema em questão, digamos que o meu contracto não ia ser renovado e nem imaginam o porquê (depois conto). Entretanto uma colega precisou meter baixa devido a uma gravidez de risco e voilá, de repente eu já fazia falta. Resumindo e concluindo, agora além das minhas funções antigas, também sou "Director de Produção"  é bem mais trabalhoso do que as séries fazem crer. Melhor parte, continuo a ganhar o mesmo. E sim, o valor é uma anedota.

Escusado será dizer que tenho andado esgotado, tanto física como psicologicamente. Se as cabeçadas de sono nas viagens de comboio, ao final do dia, aconteciam com regularidade, agora é em qualquer lado. Até em pé, à espera de metro, dou por mim a fechar os olhos e a adormecer. Isto porque, obviamente, à noite levo uma eternidade a apagar os meus pensamentos. A única coisa que me ajuda a relaxar são os vídeos de ASMR.

Este é o principal motivo pelo qual tenho andado mais ausente das vossas páginas. Sorry! Chegar a casa às 20h, depois de andar a saltitar, literalmente, entre dois postos, é extremamente cansativo. Percebem agora o porquê de raramente sair e preferir ficar em casa? Não nego que gosto do(s) trabalho(s), mas a motivação é zero. Por muito que queira, ir ler publicações e comentá-las torna-se num processo penoso quando não deveria ser. A solução que encontrei é começar a fazê-lo na hora de almoço. Como agora fico sozinho, sempre é um tempinho que tenho para respirar.

Pensar que quando éramos mais novos queríamos ser adultos. Idiotas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ghostlyfy it


Para quem não achava piada ao Spotify e levou três décadas a criar conta, até que tenho andado bastante activo. Apesar de não a utilizar fora de casa e detestar o facto de alguns cantores/trabalhos estarem desaparecidos, rendi-me à plataforma do ícone verde.

À medida do que aconteceu no ano passado em relação a 2015, decidi partilhar as listas com o "Melhor de 2016" no serviço de streaming. Desta feita, consegui finalmente actualizar a página do Ghostly Walker com quatro novas playlists dos TOP's 20 referentes à categoria de música. Além dos vídeos e underrated songs, também inclui os álbuns e EP's  representados por uma faixa, claro.

Se ficaram curiosos com algum dos artistas mencionados nas listas e tiveram preguiça de clicar nos links, agora não têm desculpa! Deixo-vos com duas delas a título de exemplo. 

Para não perderem nenhuma actualização e conhecerem músicas novas, já sabem, sigam a página no Spotify!


     

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...