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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Favorite Movie Franchises ⤫ Part II


Se pensarmos que faltam apenas quatro meses até ao final do ano e a oferta de filmes, até ao momento, tem sido do mais pobre de sempre, o melhor mesmo é voltarmo-nos para o passado. Após revelar as minhas franquias cinematográficas favoritas (AQUI)apresento-vos a segunda parte.

Não é de mais relembrar que, por norma, as histórias que rendem sequelas acabam por perder qualidade a cada novo capítulo. Dito isto, há algumas que nos ficam na memória ou nos marcaram por motivos variados, nem que seja o fascínio infantil.

Aproveito para explicar, novamente, que optei por incluir produções com mais do que três filmes. Quer isto dizer que por muito que adore algumas duplas ou trilogias, não as considero propriamente franchises.

.#5. X-MEN
FILMS: 8 | TRAILER: AQUI

O universo dos super-heróis é extremamente confuso no que toca a fazer contas. Se nos focarmos única e exclusivamente no complexo "X-Men", foram feitos 6 filmes - três com o elenco original e outros três com novos actores. Contudo, tecnicamente, devemos incluir as duas produções realizadas do Wolverine  também o deveria fazer com o Deadpool, mas é ainda mais rebuscado. Colocando de parte questões logísticas, o meu fascínio com os mutantes nasceu na infância. Antes de se tornar numa das maiores franchises de Hollywood, não perdia um episódio da série animada, na SIC. Escusado será dizer que quando anunciaram que iam transportar a história para o grande ecrã, fritei a pipoca. Independentemente de adorar os novos actores, confesso que vi com algum desagrado a mudança no castNão duvido que ainda existam planos para fazerem mais filmes mas, por mim, bastava mais um a encerrar definitivamente a história e that's enough.

#4. AMERICAN PIE
FILMS: (8) | TRAILER: AQUI

Mais um exemplo de como o que é de mais enjoa. Aquela que começou por ser uma história ridiculamente divertida e sem qualquer sentido, tornou-se numa enorme fonte de vergonha alheia. Esquecendo os quatro spin-offs, absolutamente terríveis, as quatro fatias da American Pie principal marcaram uma geração. Certamente não foi pela divulgação de morais e bons costumes, mas por distribuírem valentes doses de riso. Entendo que tudo tem o seu tempo, mas se em vez de produções separadas, tivessem apostado numa continuação com o elenco original, calculo que muitas pessoas ficariam satisfeitas. Falo por mim, claro.

#3. THE HOBBIT
FILMS: 6 | TRAILER: AQUI

Lord of the Rings The Hobbit geraram duas trilogias de sucesso, mas como a segunda se trata de uma prequela à primeira, tive que as colocar no mesmo saco. Confesso que a magia d'O Senhor dos Anéis me passou um pouco ao lado. Tenho plena consciência da magnitude técnica destes filmes, mas não me moveram tanto como o The Hobbit  imagino que para os fãs isto seja uma verdadeira blasfêmia. Talvez se deva ao facto de ser bem mais velho quando a grande jornada do Bilbo Baggins saltou para os ecrãs, ou por não ser tão confuso, mas o certo é que adorei as três partes da narrativa. Os cenários, guarda-roupa e caracterização são tão bons que dava tudo para os voltar a ver em acção.

#2. SAW
FILMS: 7 | TRAILER: AQUI

Digam o que disserem, Saw é das franchises mais completas e melhor escritas das últimas décadas. That's right, I said it. Desde os tempos de A Nightmare on Elm Street (9), Friday the 13th (12), Halloween (10), e The Texas Chainsaw Massacre (7)  todos eles brilhantes mas que não constam da lista por apenas ter assistido a 2 ou 3 filmes de cada  que não existiam uma produção de terror tão elaborada. O facto de ter saído um filme por ano e todas as peças do puzzle se encaixarem na perfeição, revela que os criadores fizeram que hoje em dia é raro, dar importância aos pormenores e certificarem-se que tudo faz sentido. Lembro-me que quando saiu o primeiro fiquei absolutamente petrificado com a imagem do palhaço (aka a beldade na fotografia a cima) e da máscara do porco. Não nego, ainda hoje me dão arrepios.

#1. HANNIBAL
FILMS: 4 | TRAILER: AQUI

Nunca escondi o meu amor pelo género cinematográfico de terror, mas se pensarmos que este contou com grandes nomes do cinema como o Anthony Hopkins, Jodie Foster e Julianne Moore, está tudo dito. Pensar que o primeiro e icónico, The Silence of the Lambs, ganhou 5 Óscares, incluindo o de Melhor Actor, Melhor Actriz, Melhor Director e Melhor Filme. Vocês têm noção o quão raro este feito é tendo em conta que estas cerimónias privilegiam sempre os dramas? O quarto filme foi completamente desnecessário mas os dois primeiros são fantásticos. Tenho pena que não apostem mais neste tipo de terror, psicológico/criminal, e não necessariamente de "entidades".


Gostam de alguma destas franchises? Tem outras favoritas?

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #19


1. Karmin  Leo Rising
MUST LISTEN: COME WITH ME (PURE IMAGINATION) | ALONG THE ROAD | DIDN'T YOU KNOW | SUGAR

Não é a primeira vez que um artista ou grupo aposta num concept-album, mas é sempre uma escolha arriscada. Correndo bem, pode definir uma era e marcá-los na história, mas se corre mal... vocês sabem. Apesar de Leo Rising ter data de estreia para 9 de Setembro, o disco foi leaked online e aqui e o veredicto é bastante positivo. O facto do casal norte-americano ter consultado um astrólogo para compreender os signos do Zodíaco, de modo a se inspirarem para cada uma das 12 músicas do álbum, só demonstra o seu empenho. É com entusiasmo que confirmo que conseguiram. Embora tenham fugido um pouco ao POP mais mainstream dos primeiros  singles "Brokenhearted" e "Hello", para um terceiro trabalho, está francamente bom e fresh.

2. Kat DeLuna  Loading
MUST LISTEN: STARS | DROP IT LOW | WHAT A NIGHT (ft. Jeremih)

A eterna detentora do título de "underdog musical" está de volta. Nove anos e vários flops desde o infeccioso single de estreia, "Whine Up", a Kat DeLuna é uma verdadeira inspiração a nunca desistir dos nossos sonhos. Enquanto se prepara para lançar o disco Viva Out Loud, ainda este ano, a cantora norte-americana resolveu reunir alguns singles soltos e outras faixas novas em "Loading". Se estão familiarizados com a sonoridade da descente de dominicanos, então sabem que podem contar com música animada e cheia de vida. Embora não seja o trabalho mais criativo de sempre, serve bem o seu propósito, divertir.

3. Neon Hitch  Anarchy
MUST LISTEN: FREEDOM | PLEASE | NIGHBORHOOD | GRADE & LIQUOR (ft. Collie Buddz)

Após vários anos e uma lista interminável de EP's, a Neon Hitch lançou finalmente o seu primeiro disco de estúdio. Até parece mentira! Talvez pela espera ter sido tão longa, fiquei um pouco desiludido com o produto final. Tendo em conta que já fomos presenteados com autênticas jams como a infame "Fuck U Betta", a brilhante "Sparks" ou a balada e personal favourite, "Midnight Sun", não fiquei totalmente satisfeito com o que ouvi neste LP. À excepção de uma ou duas canções, digamos que não tenho vontade de voltar a ouvir o resto. Para os fãs da cantora, a boa notícia é que ela continua com o seu estilo pop/rap ecléctico e cheio de pujança. Só é pena que as melodias não sejam tão memoráveis como a sua imagem.

4. NAO  For All We Know
MUST LISTEN: BAD BLOOD | ADORE YOU (ft. Abhi Dijon) | IN THE MORNING

Num misto entre Aluna George e a hitmaker dos anos 90, a Gabrielle, a voz de NAO é absolutamente divinal. Qualquer coisa, por mais absurda que seja, soaria bem com os vocais de veludo da cantora britânica. Apontada como uma das grandes promessas musicais do UK, a jovem de 28 anos saiu das sombras do coro para o palco principal. For All We Know, é um surpreendente e extasiante disco de estreia, que combina o soul com música electrónica, funk e R&B. Devido à sua dimensão, o único senão é que para algumas pessoas pode tornar-se um pouco cansativo. Se conseguirem superar isso, acreditem que não se vão arrepender. Ao conter interludes que na verdade foram voice memos gravados com o iPhone, ficamos com uma sensação que estivemos ali no estúdio, com a NAO e a sua banda. É genial.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Má sorte ⤫ Sh*t Happens


Há pessoas que nasceram com o bum bum virado para lua e depois há outras que mais parecem ter sido ferradas com a marca da besta no meio da testa. Se ainda não adivinharam, encaixo-me no segundo grupo. Sempre ouvi dizer que existe sempre alguém pior que nós, o que é obviamente verdade, mas isso não invalida uma série de situações bem desnecessárias. 

No ensino básico não era apenas o palhaço entre o meu grupo de amigos, também era um autêntico íman de cocó de pombos. Pois é, sempre que um sobrevoava sobre as nossas cabeças, não resistiam a descarregar os seus dejectos em cima de mim. Não aconteceu uma, duas ou três vezes, era uma prática comum. Cálculo que a sociedade secreta de pombos se tenha unido contra mim mas até hoje não compreendo que mal lhes fiz. Até numa visita de estudo em Lisboa, ou seja, num distrito completamente diferente àquela onde na altura estudava, cagaram-me em cima. 

Anos mais tarde, num belo dia de praia, estava deitado na toalha, com a minha namorada, quando de repente passa uma nuvem (pensávamos nós), seguida de um bombardeamento branco. Sim, adivinharam, foi um bando de gaivotas que esvaziou os intestinos em cima de nós. Nem vos consigo descrever o quão nojento e igualmente cómico foi. Cara, cabelo, peito, toalhas, t-shirts, chinelos, TUDO cagado! Após cinco segundos em choque, limitámo-nos a olhar um para o outro e sem trocar uma única palavra, fomos a correr para a água. Coitada, ela só foi atacada porque estava comigo. De uma praia cheia de pessoas, why us?

Mas não é só de merda que a minha sorte é feita, perdoem o meu francês. Há uns dois ou três anos atrás, quando estava a estagiar, consegui o feito de na mesma semana, estragar o meu telemóvel, portátil e MAC do trabalho. Quer dizer, não fiz nada! O problema é que qualquer aparelho tecnológico em que eu mexesse, perdia a vida. Extremamente sinistro.

Não querendo voltar a falar do mesmo, mas já falando, nunca esquecerei o episódio Madrid. Para quem não se recorda ou não chegou a ler, de um autocarro cheio de gente e respectivas bagagens, a minha foi a única a ser roubada. Se isto não é má sorte, digam-me o que é, por favor.

Estes são apenas alguns episódios menos felizes. Acreditem que existem mais. Desde o típico cair do pão com a manteiga para baixo, a pisar cocó de cão  achavam mesmo que estava imune à porcaria dos cães? , acertarem-me com bolas de basquetebol/volley na cara, sentar-me em cima de pastilha elástica e ficar encharcado quando carros passam em cima de poças de água. Por acreditar no karma é que digo que devo ter sido um grande filho da mãe em outra vida, só pode. Uma coisa é ter um bad day como o Daniel Powter cantava em 2005, outra coisa é ter vários.


Acreditam na má sorte? Já passaram por episódios menos felizes?

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O que fazer quando falta a inspiração


Nada. Esqueçam aquelas dicas da treta que prometem a cura milagrosa para um problema que é mais comum do que os fogos em Portugal. Too soon? 

Todos os dias vou para Lisboa, converso com pessoas, leio, ouço música e vejo séries. Ainda assim, a inspiração que me foi incessantemente assegurada não chegou. E agora? Queres ver que a internet me mentiu? Não posso.

Caso não tenham percebido pelo número reduzido de publicações nas últimas semanas ou comentários nas vossas páginas: não me apetece. Não é preciso nenhum estudo científico ou ir de joelhos até Fátima para perceber. Simplesmente não tenho tido vontade para escrever.

Antigamente esta situação incomodava-me imenso. Aliás, cheguei a partilhar um texto (AQUI) sobre bloqueios criativos no início do ano. A ideia de ser "dia de publicação" e não ter nada organizado, era motivo para me deixar seriamente desnorteado. Agora? Nem pensar.

Não significa que me esteja a desleixar, porque não estou, mas aprendi que por vezes é melhor estar calado do que dizer porcaria. Sim, já pequei por escrever só para encher chouriços mas, como diz a minha namorada na brincadeira, #quemnunca?

Qualquer pessoa passa por momentos em que, literalmente, não tem ideias para nada. É normal. Não se sintam pressionados para oferecer algo aos vossos leitores só porque sim. Não se esqueçam que, para a grande maioria, isto não passa de um hobby, logo não existe qualquer "obrigatoriedade" em estar constantemente a sair material. O mais provável é que os leitores também estejam a passar pelo mesmo ou nem sequer queiram saber. A sério. 

Aproveitem o Verão. Se puderem vão à praia, tirem uma sesta, comam gelados ou passem serões em frente à televisão. Who cares. Quando estiverem preparados para voltar, força. À partida as pessoas não vos vão abandonar por tirarem umas férias, e se acontecer, também não perderam nada.


Costumam ter bloqueios criativos? Incomoda-vos escrever menos publicações?

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Mama, I Love You


Sim, o título é uma referência à canção das Spice Girls. Não, não tenho vergonha. Vá, se calhar um bocadinho. O certo é que, 19 anos depois, a letra faz mais sentido do que nunca. Aliás, poderia mesmo ter sido escrita por mim. 

Lembro-me como se fosse hoje das nossas viagens de carro até casa. Com os vidros para baixo e a música aos altos berros, sabia o repertório inteiro da Ágata de trás para a frente. É verdade meus amigos, aqui o Ricardo com os seus cinco aninhos cantava o "Perfume de Mulher" com a mesma dedicação de um Saul a insistir que o alho é o melhor tempero. Riam-se, mas divertiamo-nos imenso.

Os anos passam mas há uma coisa que não muda, a nossa relação. Claro que passou por altos e baixos, mas é normal. Embora não tenha sido um adolescente problemático, tenho que admitir que muitas vezes fui um autêntico sacana. O costume, discussões desnecessárias, revirar os olhos ou respostas tortas. O que as mães têm que aturar.

Devido aos nossos feitios especiais e praticamente idênticos, ainda temos os nossos arrufos, mas com a mesma intensidade com que começam, rapidamente se desfazem em gargalhadas quando nos apercebemos das nossas figuras. Não é por acaso que muitas vezes comento que a nossa família dava um óptimo reality show.

Agora que sou adulto, compreendo aquelas pessoas que dizem que as mães são as suas melhores amigas. Por muito cheesy que seja, é mesmo verdade. Confesso que antigamente considerava essa afirmação um pouco deprimente, mas finalmente percebo o seu verdadeiro significado. Conversamos sobre tudo, não existem tabus. Damo-nos mesmo, mesmo bem e não consigo imaginar a minha vida sem ela.

Contra várias adversidades e problemas pessoais, nunca me falhou e cumpriu de forma sublime o seu dever de mãe. Educou-me a ser um gentleman e a tratar as pessoas, especialmente as mulheres, com respeito e dignidade, ensinou-me regras de etiqueta e como estar em público, a conjugar as roupas e até a fazer a barba.

Se ser um "menino da mamã" significa estar grato pelos sacrifícios que cometeu pelo meu bem-estar, e considerá-la uma grande mulher, então visto essa camisola com um sorriso de orelha a orelha.

Parabéns , love you.

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