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domingo, 30 de abril de 2017

MUSIC ⤫ ABR'17 Playlist


Como quem não quer a coisa, este segmento musical acabou por se tornar mais numa espécie de resumo-relâmpago dos meus meses do que uma simples partilha de canções. Pela primeira vez em muitos anos, Abril não foi sinónimo de "águas mil" mas sim de pré-Verão. Com a mudança drástica de temperaturas entre o início e meio dos dias, não me escapei à gripe e desta vez até uma amigdalite me calhou na rifa. Estou todo podre, isso sim.

Felizmente pude contar com a companhia de inúmeros lançamentos por parte de artistas que adoro ou estou a começar a desenvolver uma ligação mais séria. A Lady Gaga encontrou a cura para a Joanne se tornar mais comercial; a Lana Del Rey perdeu-se no espaço e revelou uma "Lust For Life"; a Minzy iniciou oficialmente a carreira a solo após o fim das 2NE1 com a incrível "Ninano"; os Bleachers solidificaram o meu amor pela década dos anos '80 com a infecciosa "Don't Take The Money", enquanto o duo HURTS atropelou-me com os visuais e sonoridade da "Beautiful Ones".

Focando-me mais especificamente no universo pop que, como sabe, é o meu guilty pleasure, a Pixie Lott finalmente conseguiu um retorno digno de um hit com "Baby"; a Shakira está a vender felicidade na faixa "Me Enamoré"; a Tinashe tem sede de vingança com a "Flame"; a Kat Graham despediu-se dos Vampire Diaries ao colocar os patins na viciante disco-flavour "Sometimes", e os DNCE juntaram-se à Nicki Minaj numa excursão para "Kissing Strangers". 

Também as soundtracks provaram que as séries televisivas estão cada vez melhores. Big Little Lies e 13 Reasons Why  ambas serão apresentadas oficialmente no próximo volume da rubrica "Welcome to the Family"  deram-me, respectivamente, a deliciosamente chill "Cold Little Heart" do Michael Kiwanuka e uma cover modesta da icónica "Only You" dos Yazoo, por parte da Selena Gomez (a original continua 100% melhor, mas dado o contexto da trama... comoveu-me).



Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?

sexta-feira, 28 de abril de 2017

The Scarlet Shorts | Assédio Sexual Masculino


Assédio nunca é bom, independentemente do género sexual. Sim, a percentagem de mulheres que sofrem deste problema é drasticamente superior à de homens, mas isso não significa que o contrário não deva ser levado a sério. Atenção, sou o maior activista no que toca ao respeito em geral, e em especial pelo sexo feminino. Sem vocês, mulheres, não éramos nada, portanto há que vos dar o merecido mérito. No entanto, é importante expor algo que começa a ser cada vez mais comum e pouco ou nada se fala.

As mini-saias ainda são vistas por algumas pessoas como o cartão de convite para o abuso masculino. A mentalidade "sai assim à rua e depois admira-se" ou "está mesmo a pedi-las", como se a forma como nos vestimos fosse desculpa para actos violentos e nojentos por parte de alguns indivíduos, continua presente e em vez de se erradicar, parece propagar-se com a mesma facilidade de um fogo no Verão. O que poucos se apercebem é que esta situação deixou de ser exclusiva do sexo feminino. Pois é, o número de rapazes que sofrem de "piropos", olhares invasivos ou até de fotografias indesejadas parece estar a aumentar.

Não sou nenhum exemplo de beleza e tão pouco tenho um corpo trabalhado, mas isso nunca impediu de passar por experiências que nunca pedi. Desde ter os meus 14 anos e ao passar junto a uma obra ouvir "não é uma princesa, mas também marchava" ou vestir uns meros calções num dia de calor e alguém dizer "nice ass!" em plena Baixa Lisboeta, o sentimento é um misto de receio e choque. Não vou ser hipócrita e dizer que não gosto de ser elogiado, quem não gosta? Mas há maneiras de o fazer que não envolvam estranhos, palavreado grosseiro ou invadirem o meu espaço pessoal.

Como eu há mais. Há uns anos atrás estava a atravessar uma passadeira com um colega da universidade quando o carro que pára para passarmos apita, começa a assobiar e a dizer mais coisas que sinceramente já não me recordo. Na altura fiquei bastante confuso por não compreender o que raio tínhamos na testa para fazer de nós um "alvo". Quando lhe perguntei o que tinha sido aquilo, ele disse com um ar de quem já estava habituado "é dos calções". Se basta isso para sermos abordados, imagino o horror que as raparigas passam todos os dias.

Ainda nem estamos no Verão e já me sinto mal a andar de calções na rua. Modéstia à parte tenho some junk in my trunk como cantava a Fergie na "My Humps" dos Black Eyed Peas. Resultado, se não tiver um casaco que cubra metade, tenho sempre os olhos da NASA na minha lua cheia. Acaba por ser constrangedor, especialmente quando são apanhados em flagrante. O assédio vem por parte tanto de homens como mulheres, sendo as últimas as piores. Já vos contei num acto do "Auto dos Transportes do Inferno", que um dia adormeci no comboio e acordei com a mão de senhora na minha perna. Ao ver que acordei, tentou disfarçar como se estivesse a coçar-se e "roçou" em mim sem querer. Sem comentários.

É preciso compreender que qualquer forma de assédio além de indesejado, é crime. Uma coisa é olharem disfarçadamente para alguém que considerem bonito ou em português corriqueiro, "podre de bom". Todos nós já o fizemos. Outra coisa é um olhar de lince como se estivessem a despir a pessoa com os olhos. Isso é horrível e assustador. Muito menos é aceitável tocarem, falarem ou fotografarem outra pessoa à socapa. Sim, porque este terceiro exemplo também acontece e com muita frequência. As pessoas esquecem-se que os vidros do metro, comboio e autocarros são espelhados e que, como tal, é possível ver o reflexo dos telemóveis. Quer seja contra homens ou mulheres, isto tem que parar. Respeitem o próximo como gostariam que respeitassem os vossos pais, filhos e irmãos. Se estão desesperados por acção, têm bom remédio, paguem a especialistas da área ou contentem-se com o que a internet tem para vos oferecer.

Na minha lua só pisa quem eu quero.


Pergunta escusada mas, já foram vítimas de assédio? É frequente? Qual foi a vossa pior experiência?

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Birthday Wishlist '17


Nem acredito que daqui a precisamente uma semana vou completar um quarto de século. Não preciso de voltar a dizer que não me sinto nada à vontade com o avançar da idade, certo? Enfim, ao menos é o pretexto ideal para fazer uma wishlist. Para ser sincero, podia voltar a publicar a mesma lista que fiz no Natal passado, visto que não recebi nenhum dos artigos e continuo mortinho por tê-los, mas vá.

Enquanto me preparo psicologicamente para ser bombardeado com notícias do "desaparecimento" da Maddie, no meu aniversário, passemos às prendas que gostaria de receber:

#1-2. Livros

Tenho andado extremamente cansado devido ao meu trabalho e, tal vez por isso, a vontade para ler tem sido praticamente nula. No ano passado li uns 6 livros e agora nem um consigo terminar. Dito isto, tenho a certeza que se tivesse o "The Nightmare", do Lars Kepler, ou o "The Slap" do Christos Tsiolkas, isso mudaria num instante. Devorei o "The Hypnotist", também do primeiro autor (na verdade é um pseudónimo de um casal de escritores suecos), em tempo recorde e acabou por se tornar numa das minhas obras literárias favoritas dentro do género mistério/crime, portanto tenho a certeza que ia adorar. Em relação ao "estalo" do Christos, vi a adaptação televisiva há alguns anos atrás e fiquei obcecado com a história. 

#3-5. DVD's

Devagar, devagarinho, tenho estado a aumentar a minha colecção de DVD's. Após uma breve vista de olhos pelo meu "Top 20 Best Movies of 2016", seleccionei três dos meus favoritos: La La Land, The Handmaiden e Julieta. Embora não seja muito esquisito, confesso que dou uma certa importância às capas, just so you know. Por esse motivo é que ainda não trouxe uma cópia do Handmaiden que está na FNAC. Escusado será dizer que faria uma festa se recebesse o La La Land, mas infelizmente só estará à venda dia 13. Haja dia Santo.

#6. Massagem

Há anos que fantasio o momento em que vá receber uma massagem profissional. Queria o serviço completo, óleos, mãos pesadas e no mínimo 1h. Como referi no primeiro ponto, tenho andado sobre imenso stress e preciso urgentemente de descomprimir. Como sou extremamente tímido e a ideia de ter um estranho a "tocar-me", deixa-me um pouco desconfortável, já tenho andado a tentar convencer a minha namorada a recebermos uma daquelas massagens de casais. Soa ridículo, mas I don't care!

#7. Letra Luminosa?

Um dos motivos pelo qual sou apaixonado pelo Natal é devido às luzes. Por isso mesmo sempre quis ter uma daquelas letras iluminadas. Como cliché que sou, gostava de ter um "R" por razões óbvias, não é? Não é que vá fazer grande diferença na minha vida mas quando as crianças metem uma coisa na cabeça é difícil sair. E sim, livrem-se de contestar a minha utilização da palavra "criança".

#8. Box Set

Tecnicamente são mais DVD's mas isso agora não interessa nada. Numa das minhas últimas visitas à FNAC, dei de caras com este box set de 5 filmes do Xavier Dolan (um dos meus artistas favoritos) e ponderei seriamente trazê-lo comigo. Terminado um longo exercício de luta interna acabei por deixá-lo lá, mas prometi voltar. Visto que faço anos e tal, bem que podiam fazer essa visita por mim...

terça-feira, 25 de abril de 2017

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #29


1. Charli XCX Number 1 Angel
MUST LISTEN: BABYGIRLLIPGLOSSROLL WITH ME3AM

Enquanto o aguardado terceiro disco de estúdio não chega, a Charli XCX continua em terreno experimental com a mixtape "Number 1 Angel". Menos pessoal que o primeiro disco "True Romance" e menos agressivo que o EP "Vroom Vroom", este trabalho tem batidas cativantes e esboços de trap comandados por um exército pop feminono.

Composto por 10 faixas, a mixtape conta com a colaboração de diversas artistas emergentes na cena musical como Uffie, ABRA, Starrah, Raye e até a divertida Cupcakke. Também nomes conhecidos dão uma mãozinha como a dinamarquesa mais famosa do momento, MØ, a voz por detrás de hits como "Lean On" e "Cold Water". Estamos perante um verdadeiro caso de "girl power" e o resultado não podia ser melhor.

"Number 1 Angel" pode não ser um êxito comercial e alcançar qualquer tipo de sucesso, mas é, sem dúvida alguma, uma lufada de ar fresco.

2. ANOHNI  Paradise
MUST LISTEN: IN MY DREAMS | RICOCHET | PARADISE

Menos de um ano após o lançamento do álbum Hopelessness, o mais político de sempre da sua carreira, e que ocupou a 6ª posição no meu "TOP 50 de Melhores Álbuns de 2016", Anohni mostrou que ainda tem mais para dizer. Sob o EP Paradise, a cantora mantém a mesma linha criativa do trabalho anterior, com letras que exercitam mensagens dolorosas que expressam diferentes fases de sofrimento, superação e melancolia, embrulhadas numa estética electrónica alucinante. 

Contrariamente ao disco do ano passado, este é um pouco duro de ouvir, mas é suposto. Com as suas distorções, repetições e dissonâncias, a narrativa passa por momentos de lamentação ("Paradise"), amargurados ("Jesus Will Kill You") e furiosos ("Ricochet"), mergulhadas em feminismo e contra o capitalismo que parece terem sido criadas precisamente para não serem êxitos comerciais, algo contrário ao que o POP sempre foi. Um paradigma musical de génio. Numa conferência sobre este EP, Anohni explicou que o objectivo é "apoiar conversas activistas e romper suposições sobre a música popular através da colisão do som electrónico e letras altamente politizadas". Segue-se uma longa mensagem sobre a opressão do sexo feminino por parte do masculino, inclusive dos nossos líderes políticos. Música com consciência é rara e não podia estar mais satisfeito com o resultado final destas seis faixas.

3. Muna  About U

Há algum tempo que vos queria falar de uma das minhas mais "recentes" obsessões, as Muna. Este trio de ex-colegas da University of Southern California, formado por Katie Gavin, Naomi McPherson e Josette Maskin, é uma das grandes promessas musicais deste ano. O amor pelo synthpop e pop dos anos '80 é bastante evidente ao escutarmos cada uma das 12 faixas de "About U", o. álbum de estreia.

Uma coisa é certa, as raparigas têm uma habilidade incrível para criar melodias viciantes, apoiadas de bons refrões e linhas melódicas convincentes. Têm uma veia dramática que aprecio e se revela em algumas letras, como no caso de uma das minhas favoritas, a "Crying on the Bathroom Floor"  o título diz tudo. O facto de serem uma voz activa na comunidade LGBT é importante, nem que seja pelas mensagens que as suas músicas carregam. Enquanto elas não explodem no mundo mainstream vou continuar desfrutar de "About U" e pensar que o trio é só meu. Mas vá, não me importo de o partilhar com vocês.

4. Fenech Soler  Zilla
MUST LISTEN: UNDERCOVER | KALEIDOSCOPE | NIGHT TIME TV

Seguindo a temática 80's que parece ser uma constante na minha biblioteca musical, chegou a altura de vos apresentar o duo Fenech Soler. Com a saída do fundador Daniel Fenech-Soler e Andrew Lindsay do até então grupo, restaram os irmãos Ross e Ben Duffy para continuar a deliciar os fãs com o terceiro álbum de estúdio, Zilla.

Com uma sonoridade semelhante aos Daft Punk, é impossível ficar quieto ao som das batidas com sabor a Verão que o duo nos oferece faixa após faixa. Energético, repleto de refrões infecciosos e diversidade, sem perder a coesão, Zilla só peca por se tornar um pouco repetitivo. Dito isto, é O disco a ouvir antes de qualquer saída à noite, ou se forem lobos solitários como eu, a qualquer altura do dia.


OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns/ep's? Qual é o vosso favorito?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

GIRLS, Uma série com tomates


Há uma semana que tento digerir o final de GIRLS mas sem sucesso. Seria de esperar que ao acompanhar tantas séries já me tivesse habituado às despedidas, mas não. Durante seis anos a Lena Dunham, por muito controversa que possa ser, foi mais do que uma porta-voz para os jovens da minha faixa etária. Despida de preconceitos, expôs cada curva do seu corpo com a mesma sinceridade com que quebrava o olhar estereotipado sobre o mundo feminino na televisão norte-americana. Hannah pode não ser a protagonista mais fácil de aturar, mas foi sem dúvida uma companheira.


Quando a Dunham quis criar, escrever, produzir e protagonizar a série da HBO que, segundo a própria, seria uma "espécie de Sexo e a Cidade mais próximo da realidade", fiquei com a pulga atrás da orelha. O desafio era simples, mostrar de igual forma as batalhas que todas as mulheres enfrentam no dia-a-dia, independentemente dos padrões de beleza popularizados pelos media. Se existiam dúvidas quanto ao produto final, foram esquecidas com a estreia que reuniu a opinião favorável da crítica e do público, elogiando o retrato arrojado e sincero das jovens mulheres, as suas imperfeições e vulnerabilidades.

A comparação óbvia com uma série tão icónica como o Sex & The City é inevitável, visto que também mostra quatro amigas a viver em Nova Iorque, mas as semelhanças ficam-se por aí. GIRLS dá voz a uma geração diferente, focando-se em relações pouco saudáveis, empregos e preocupações distintas daquelas vividas por Carrie Bradshaw e companhia. Tudo isto, através de um toque de dramedy em doses perfeitas, capazes de nos levar das lágrimas às gargalhadas. 


Tal como muitos de nós, a série mostra um rol de millennials privilegiados, recém-formados e criados pela tecnologia que, embora aparentem estar preparados para tudo, não fazem ideia do que implica entrar na vida adulta. Se não se identificaram com esta última parte, parabéns. Gostava de ser como vocês. Ao fim ao cabo, o objectivo de Hannah (Lena Dunham), Marnie (Alison Williams), Jessa (Jemima Kirke) e Shoshanna (Zosia Mamet), ao longo de seis temporadas, é precisamente tentar encontrar um rumo para as suas carreiras e relações enquanto se descobrem a si próprias.


Face à conjuntura social mundial que estamos a enfrentar neste momento, vão surgindo cada vez mais séries com cabeça, tronco e membros. Por muito que o mundo da fantasia seja um escape ideal para os problemas da vida real, são séries como esta que nos fazem pensar, e de que maneira. Nos últimos anos, nenhuma foi capaz de abrir caminho à discussão fervorosa, incómoda e controversa, quer seja pelo tratamento de questões como a imagem, a auto-estima, o body shaming, o feminismo e a sexualidade. Por falar em sexo, este foi retratado de uma forma muito... interessante. Longe de ser politicamente correcto ou visualmente apelativo, na maioria das vezes mostrou ser embaraçoso, desconfortável e até difícil de ver. De facto, esta é uma das minhas componentes favoritas da série. O contraste dos corpos magros e musculados que Hollywood nos impinge com as barrigas com pneus, pernas com celulite e os efeitos hormonais da menstruação, elevam esta produção a um nível de realismo ímpar. 


CUIDADO, POSSÍVEIS SPOILERS ABAIXO
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A atribulada viagem de auto-descoberta do quarteto de protagonistas culmina num dos melhores episódios da série, Goodbye Tour, o penúltimo. Naquele que foi apontado pela maioria do público como o verdadeiro final da season, vemos imagens da Hannah a deixar Nova Iorque e a tomar as rédeas da sua vida enquanto futura mãe solteira que se prepara para ser professora universitária, intercaladas com a festa de noivado-relâmpago de Shoshanna. Acompanhada da assombrosa canção "Crowded Places", da BANKS, escrita de propósito para o episódio em questão, e que me deixou lavado em lágrimas pela letra e cena em geral, Hannah, Marnie, Jessa e Shoshanna dançam os problemas e diferenças fora antes de tudo mudar para sempre.


Latching, o capítulo final ever de GIRLS, surpreendeu por avançar cinco meses na acção e se focar na vida de Hannah enquanto recém-mamã, apoiada de Marnie, que acabou por preencher o papel de pai. Só de pensar que estas duas personagens terminaram como começaram, juntas, dá-me um aperto no peito. O facto de incluírem a Loreen, mãe de Hannah, deixou-me muito feliz, nem que seja por proporcionar um dos melhores diálogos da série. Por fim, alguém dá o reality-check que a jovem precisava sobre a sua constante self-pitty party (eu pensava que era mau mas ela... damn). "You know who else is in emotional pain?", pergunta Loreen. "Fucking everyone.". Nem vos consigo descrever o arrepio que senti durante esta cena. 


Muitos criticaram o facto de se tratar de um episódio "externo", em "aberto" e sem vínculos com o restante elenco, mas isso só demonstra que não compreenderam a verdadeira essência dos acontecimentos. Tal como a série em si, o último episódio foi chocante, solitário, cru e esperançoso. A meu ver, foi dos finais mais poderosos a que alguma vez assisti de uma produção televisiva. Por muitos defeitos que aquelas quatro raparigas tenham, seja a falta de independência de Hannah, os problemas de OCD da Shoshanna, a falta de amor próprio mascarado de desapego emocional de Jessa ou a falta de noção de Marnie, sinto que perdi quatro melhores amigas. Sim, conseguiam ser demasiado irritantes, mas só demonstra o quão real era o retrato de cada uma delas. Digam o que disserem, GIRLS tornou-se numa série de culto sobre a incerteza da entrada na idade adulta e estarão para sempre comigo.


Conhecem/viam GIRLS? Qual é a vossa personagem ou momento favoritos? Gostaram do final?

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