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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #21


1. M.I.A.  AIM
MUST LISTEN: GO OFF | THE NEW INTERNATIONAL SOUND | FREEDUN (ft. Zayn) | ALI R U OK? 

Nascida em Londres e criada no Sri Lanka, M.I.A. é uma das artistas mais originais da nossa geração. Ao contrário de outros cantores, a sua música está em constante mudança, representando diferentes locais, estilos e abordando tópicos culturais relevantes. Neste quinto disco de estúdio, AIM, a magia perdeu-se. Politicamente desafiante, os problemas socais continuam a ser o foco central das suas produções. Lançado no final do ano passado, o vídeo "Borders" causou controvérsia ao expor a realidade vivida pela crise dos refugiados, chegando a ocupar o meu TOP 3 de MELHORES VÍDEOS de 2015.

Em termos sonoros, somos deixados com uma sensação de desconforto. Por vezes os instrumentais são tão caóticos que a única solução é tirar os fones para o massacre parar. Ainda assim, nem tudo está perdido. Faixas como a contagiante "Go Off" ou a surpreendente e certeira colaboração com Zayn em "Freedun provavelmente o único hino pop deste álbum , são a luz no meio de uma valente confusão. Indicado como o provável último disco de M.I.A., resta-me desejar que não termine desta maneira.

2. Petite Meller  Lil Empire
MUST LISTEN: BABY LOVE | BARBARIC | MILK BATH | THE FLUTE | POWER | AMERICA 

À primeira vista o blush exagerado e a voz aguda podem sugerir uma caricatura irónica, ridícula até, mas o disco de estreia da Petite Meller é tudo menos isso. Lançado de surpresa, Lil Empire, não é uma obra-prima mas está muito, muito perto. Com refrões altamente viciantes, notas improváveis, percussões africanas e solos de flauta da Mongólia, o disco é estranhamente coeso. No papel, a mistura destes elementos tinha tudo para dar errado, mas graças à genialidade e criatividade da artista francesa, resulta! 

Lil Empire é uma exploração melódica e geográfica fora de série. Tem a capacidade de nos deixar com uma euforia contagiante e vontade de dançar como se ninguém estivesse a ver. Engane-se quem pensa que o material é superficial, nada disso. Por entre as camadas de alegria, a construção inteligente das canções consegue puxar-vos de volta à realidade com uma sinceridade brutal. Só tenho pena de não ter conhecido a Petite no ano passado, quando lançou os vídeos "Baby Love" e "Barbaric". Garanto-vos que teriam ocupado os lugares cimeiros dos meus tops de Melhores de 2015.

3. Bon Iver  22, A Million
MUST LISTEN715 - CRΣΣKS | 10 d E A T h b R E a s T ⚄ ⚄ 29 #Strafford APTS00000 Million

Oh Bon Iver, que bom ter-vos de volta. Após o sucesso repentino do segundo disco, Bon Iver, Bon Iver, que em 2011 ganhou os grammys de Melhor Álbum Alternativo e Melhor Artista Novo, 22, a Million marca o regresso do Justin Vernon e companhia. Se estiveram a pensar que foi um virus que alterou o título das faixas recomendadas, estão enganados. Cada canção neste álbum começa com um número que guarda um significado especial com o vocalista. The more you know.

A essência mantém-se mas o crescimento musical é notório. Brincando com a distorção e manipulação de sons, ecos e cortes inesperados, o grupo está cada vez mais longe do indie-pop e a entrar no território da folktronica. A voz do Vernon guia-nos nesta nova aventura mais melódica, excitante e cheia de garra. Na experimentação com a electrónica, conseguiram encontrar uma forma de tornar algo estranho em fascinante.

4. Sophie Ellis-Bextor  Familia
MUST LISTEN: WILD FOREVER | DEATH OF LOVE | DON'T SHY AWAY | HUSH LITTLE VOICES

Considerada uma das mulheres mais belas do Reino Unido e dona da icónica "Murder on the Dancefloor", Sophie Ellis-Bextor, está de volta com Familia, o sexto álbum de estúdio. "Wild Forever" foi a aposta mais acertada para abrir este novo projecto. Forte e com uma batida synth simplesmente infecciosa, é o convite para a disco party mais que se segue.

A britânica de 37 anos não é só uma carinha bonita. Compositora de mão cheia, é capaz de mudar de estilos sem nunca perder a harmonia instrumental  alternando entre o acústico, electrónico e outros sons mais tradicionais. Se o título não foi indicação suficiente, existe uma evidente influência da América Latina, mas sem nunca se tornar numa caricatura. No decorrer da Familia, Bextor solidifica as suas capacidades vocais e de entrega sincera, com sentido, das suas letras. Sem dúvida um feel good album.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Overrated Food Porn: Frankie & Domino's


Longe estão os dias em que os jovens se contentavam com uma jantarada numa tasca questionável mas com boa comida. Vivemos numa era em que os olhos comem mais que a barriga, literalmente. A comida pode ser insossa mas se a sala tiver uma decoração retro-moderna-futurista-whatever, até lambem os dedos! As porções podem ser ridiculamente pequenas mas se forem pagas a peso de ouro, é gourmet querida.

Como referi AQUI, durante a minha semana de férias aproveitei para visitar dois locais muito in: Frankie Hot Dogs e Domino's Pizza.

Podem consultar o menu da Domino's Pizza (AQUI).

Uns dias antes do meu mini descanso, a Domino's foi tema de conversa. Alguns colegas meus não pouparam elogios às pizzas da cadeia norte-americana e foi então que decidi visitar o dominó mais famoso de Portugal e arredores.

Situado no número 10 da Avenida da Peregrinação, no Parque das Nações, o estabelecimento tem apenas oito lugares sentados no interior e uma pequena esplanada com cinco mesas, sem serviço à mesa.

Comprámos duas pizzas médias  a Funghi e a outra não me recordo  uma garrafa de Nestea e umas bolinhas de queijo. Veredicto final? Meh. Como é que hei de explicar... não são tão más como as da Telepizza mas estão longe de chegar aos calcanhares da Pizza Hut. Não sou um crítico gastronómico (ainda que na minha cabeça às vezes pense o contrário), mas levo o tópico "pizzas" muito a sério!

Além de abusarem no molho de tomate picante, a massa era um pouco rija e farinhenta. Quase que podia ter comprado umas pizzas congeladas e além de poupar bastante dinheiro, ficava igualmente saciado. Não há nada que os distinga da competição, nada de memorável. Sinceramente achei mais piada às bolinhas de queijo que ao prato principal.

Podem consultar o menu do Frankie Hot Dogs (AQUI).

Apesar de intrigado, estava um pouco reticente em conhecer o irritantemente popular Frankie Hot Dogs. A quantidade incessante de publicações sobre os malditos cachorros  e aqui estou eu a fazer o mesmo, ha! — e o design do espaço e isto e aquilo deixavam-me logo com uma certa aversão, mas vá, no final a comida fala sempre mais alto.

Mesmo ao lado da Cidade Universitária, no Campo Grande, a fila via-se ao longe. Após uns 15 minutos no pára-arranca, finalmente fomos atendidos. Enquanto ela jogou pelo seguro e pediu um Crispy Cheddar, guloso como sou, não resisti aos ingredientes oferecidos pelo Sweet Mango. A acompanhar optámos por duas doses de batatas fritas Frankie e dois Cheese Corn Dogs, algo que sempre tive curiosidade em experimentar. Para beber ela escolheu uma limonada e eu fiquei-me pelo velho ice-tea. Para nossa sorte, a sobremesa do dia era precisamente a pior da semana, ugh.

A mais valia do Frankie Hot Dogs nem é propriamente a comida, mas sim o atendimento. Sempre de sorriso na cara e bastante amigáveis, os funcionários são provavelmente dos mais simpáticos que já vez encontrei. Tendo em conta o fluxo enorme de clientes na hora de almoço, não esperámos muito tempo pela comida. Quando as travessas chegaram, percebe-se o porquê da malta hipster adorar aquele sítio, é a típica fotografia para o instagram (um mal do qual também sou culpado). Simultaneamente, olhámos um para o outro do género, "Como é que vamos comer isto sem parecermos animais?".

O Cheese Corn Dog com o molho amarelo (calculo que seja mostarda com mel), e as batatas com a cobertura de queijo derretido e bacon eram de comer e chorar por mais. O mesmo não pode ser dito do Sweet Mango. Fiquei tão arrependido de não ter optado pela mesma escolha da minha namorada. De facto, sentia-se o travo doce a manga, mas cogumelos e cebolinho nem vê-los. Fiquei com a sensação que empaturraram o cachorro com legumes salteados e that's it

Embora a apreciação geral seja positiva, não fazia questão de lá voltar. Não se justifica a hype exagerada que se vê por aí. Não foi uma experiência suficientemente marcante para me fazer ir a correr para lá já amanhã e prefiro gastar o dinheiro em outras coisas.



Já visitaram o Frankie Hot Dogs e/ou a Domino's Pizza?
É giro porque é da moda ou gostam genuinamente?

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Não te acomodes


Por muito que me custe admitir, sou comodista. Pois é, pertenço ao grupo de pessoas que gritam aos sete ventos que não gostam da rotina mas encontram nela um conforto tóxico que as impede de avançar.

A tendência do ser humano é acomodar-se depois de um certo período de tempo em determinada situação. Seja no trabalho, vida amorosa ou familiar, o que começa por ser uma zona de conforto, rapidamente se torna numa espécie de parasita que se vai apoderando de nós sem darmos conta. 

O comodismo vem do medo. Medo de mudança, de não estarmos à altura do desafio, de estragar algo que estava a correr bem. Quando chegamos a uma altura na nossa vida em que conseguimos superar e controlar esse sentimento, pensamos "estou bem aqui". A partir desse momento, ficamos paralisados com a possibilidade de um elemento exterior ou mudança estragar o equilíbrio alcançado.

Após dois anos sem conseguir nada, quando arranjei emprego no início do ano fui consumido por uma sensação de "missão cumprida". O certo é que o tempo foi passando e, após alguma negação, percebi que estou estagnado. Não me valorizam, mato-me a trabalhar e recebo muito a baixo das minhas funções. Que sentido faz, assinar uma sentença de morte, leia-se contrato efectivo, e ficar preso a um local onde crescimento pessoal é um termo desconhecido? Tenho 24 anos e não tenho ninguém dependente de mim, é hora de arriscar. Deve ser.

Na minha cabeça sou um autêntico revolucionário mas a realidade é bem diferente. Embora tenha confiança nas minhas capacidades e acredite piamente que era uma mais-valia para certas empresas, sou imediatamente consumido por uma insegurança que me faz duvidar até do meu nome. "Recebo pouco mas é melhor que nada.", "Tantas pessoas a quererem emprego e eu a querer ir embora", "E se não assinar o contrato efectivo e depois ficar novamente em casa?", a lista continua.

Além da vertente laboral, o comodismo está presente em vários campos da minha vida. Ir passear ou experimentar novos restaurantes era sinónimo de um valente "ugh, tem mesmo que ser?", que aliado ao facto de ser um tio-patinhas, não é uma boa combinação. Pouco a pouco, tenho tentado alterar a minha maneira de pensar. Aceitei que o problema existe e agora tenho que o combater. 

Sair da nossa zona de conforto não é fácil, nada mesmo. Mas quando nos colocamos em situações que considerávamos assustadoras e percebemos que afinal os monstros só estavam na nossa cabeça, é uma sensação fantástica.

Posso não ser a pessoa mais sábia do mundo mas uma coisa vos peço: nunca, sob hipótese alguma, se acomodem! Não se contentem com pouco, lutem, queiram mais. Sejam ambiciosos e não permitam que ninguém vos faça sentir menos do que realmente são. A vida está em constante mutação e à espera que lhe tomemos as rédeas. Ainda me falta muito, mas muito mesmo, para superar esta maleita, mas ao menos estou a tentar.


São comodistas? Não têm medo de arriscar ou são mais cautelosos?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

EMMYS 2O16


A série Game of Thrones voltou a repetir a proeza do ano passado e foi a grande premiada na 68ª edição dos Emmys. A adaptação televisiva dos livros de George R.R. Martin estava nomeada para 23 e levou para casa as estatuetas de Melhor Direcção, Melhor Roteiro e Melhor Série Dramática, estabelecendo um novo recorde. Com 38 estatuetas, Game of Thrones conseguiu, finalmente, superar as 37 da comédia "Frazier" (1993-2004), e tornou-se oficialmente na série mais premiada de sempre.

Conduzida pelo apresentador Jimmy Kimmel, a gala não foi só dedicada ao mundo dos dragões. Com 22 nomeações na categoria de "Mini-Série", The People v. O.J. Simpson: American Crime Story, venceu cinco, incluindo Melhor Mini Série, Melhor Actor Secundário (Sterling K. Brown), Melhor Actor (Courtney B Vance) e Melhor Actriz (Sarah Paulson  que levou a verdadeira Marcia Clark, à gala). Foram precisas 6 nomeações para que o trabalho sublime da veterana de American Horror Story, ainda que noutro registo, fosse justamente reconhecido.

Sarah Paulson e Sterling K. Brown - The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
Na categoria de comédia venceram os suspeitos do costume. Veep conquistou o troféu de Melhor Série e Julia Louis-Dreyfus também fez história ao vencer pela quinta vez seguida o prémio de Melhor Actriz. Jeffrey Tambor também recebeu pelo ano consecutivo o prémio de Melhor Actor, pelo seu papel em Transparent, onde interpreta um transsexual

Louie Anderson recebeu o troféu de Melhor Actor Secundário (Baskets) e a hilariante Kate McKinnon o de Melhor Actriz Secundária (Saturday Night Live), ambos de comédia. É de realçar que, em 42 temporadas, a comediante foi a primeira a receber uma distinção pelo seu contributo no programa ao vivo.

Tatiana Maslany (Orphan Black) e Rami Malek (Mr. Robot).
Justiça foi servida e a Tatiana Maslany recebeu o seu primeiro Emmy de Melhor Actriz de Drama. Após ser absurdamente excluída da lista de nomeadas pelas duas primeiras temporadas de Orphan Black, a actriz canadiana foi indicada no ano passado mas perdeu para Viola Davis (How To Get Away With Murder). Nem imaginam a felicidade que senti ao ouvir o seu nome a ser chamado ao palco. Como é que uma actriz que desempenha 6 personagens diferentes só teve o seu trabalho reconhecido agora? Enfim, mais vale tarde que nunca. 

Após ter sido roubado no ano anterior, Rami Malek recebeu o seu primeiro Emmy (Melhor Actor de Drama), pelo seu papel em Mr. Robot. Ainda no tópico de representação dramática, Maggie Smith venceu a sexta estatueta na categoria de Melhor Actriz Secundária por Downton Abbey e voltou a não colocar lá os pés , e Ben Mendelsohn levou o prémio de Melhor Actor Secundário (Bloodline).

Para a lista completa de nomeados e vencedores cliquem AQUI.

domingo, 18 de setembro de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #24


Classificação IMDb: 6.7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
SINOPSE: Ansel Roth é um homem atormentado. Após anos a ganhar a vida a tratar pessoas que sofreram lavagens cerebrais, perdeu toda a credibilidade. Quando um casal de idosos lhe pede ajuda para salvar a sua filha, que entrou para um culto, ele vê a oportunidade que precisava para recuperar a sua carreira.

OPINIÃO: Há uns meses atrás resolvi ter uma Mary Elizabeth Winstead movie night e assisti a alguns dos seus projectos. Tenho uma queda para um bom filme indie, isto é, produções que apesar de baixo orçamento, são ricas em criatividade. Sem conhecer o trailer ou sinopse, não fazia ideia que a história abordava o tópico "cultos"  brilhantemente trabalhados como em Martha Marcy May Marlene (2011).

Embora não seja tão séria como a história referida a cima, Faults é um mistério que nunca acaba, nem quando a tela escurece. Aliás, não me admirava se a cena final fosse um autêntico choque para a maioria dos espectadores. A visão do escritor e director Riley Stearns é fascinante por nos colocar no lugar das personagens, deixando-nos completamente desorientados. Aliado a prestações hipnotizantes do duo de protagonistas, Winstead e Leland Orser, aconselho vivamente a visualização deste filme.


Classificação IMDb: 5.8/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Viciada no trabalho, a vida de Alex é virada do avesso quando o marido a deixa. Agora, terá que enfrentar a sua nova realidade que passa por momentos banais a completamente catastróficos. No processo, a jovem advogada uma vulnerabilidade e força interior que desconhecia.

OPINIÃO: Ao contrário do anterior, este filme não me encheu totalmente as medidas. Não é bom nem é mau, é morno. No que toca à representação, acertaram no jackpot ao escolher a Mary Elizabeth Winstead como protagonista. A intensidade que coloca nas diferentes camadas da Alex são impressionantes e revelam uma excelente capacidade interpretativa.

O verdadeiro problema desta produção é o roteiro. A narrativa não é exactamente interessante, e sinceramente fiquei com a sensação que nem era essa a intenção. A moral da história é importante, especialmente porque é um problema sofrido por milhares de pessoas: a vida não é só trabalho e responsabilidades, é preciso apreciar as coisas que damos por garantidas. Não existe problema nenhum em apresentar um tema comum, mas ao menos que o façam de forma a manter o espectador colado ao ecrã. Não sei, fiquei a querer mais. 


Classificação IMDb: 7.3/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10
SINOPSE: Socialmente incapaz e altamente impopular, Oliver Tate considera-se um autêntico génio literário e um cool guy. Para o Verão, o jovem de 15 anos estabeleceu dois objectivos: perder a virgindade antes do seu próximo aniversário, com Jordana, e evitar que a mãe troque o seu pai por um "guru" new age.

OPINIÃO: Anos. Levei anos a assistir a este filme e quando finalmente o fiz, só me quis esbofetear por ter demorado tanto. Submarine está mergulhado num mar de sarcasmo e, por vezes, chega a tornar-se irritante. Especialmente por causa do protagonista. Dei por mim a querer saltar para dentro da acção e abanar, tanto o Oliver como o panhonha do pai, a ver se eles acordavam para a vida.

Tecnicamente, adorei o modo de gravação em sequência. Com várias cenas visualmente apelativas, a banda sonora foi uma tacada de génio. Na voz de Alex Turner, vocalista dos Arctic Monkeys, as seis faixas são um autêntico festim para os meus ouvidos. É por todos estes factores que Submarine é uma aposta vencedora.


Classificação IMDb: 5.2/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Acabado de sair da prisão, Kermit volta a casa, um parque de roulotes em Mississipi, EUA. Enquanto se tenta meter longe de problemas, conhece Rachel, a vizinha que trabalha como stripper para pagar as contas médicas da mãe. Determinados a superar as suas circunstâncias, o casal de amantes tenta uma última jogada antes de partirem rumo a uma nova vida.

OPINIÃO: Mais uma para a lista interminável de produções sobre ex-presidiários e strippers. Ainda que bem mais dramático, foi impossível não me lembrar do filme Bare do qual falei (AQUI).

Confesso que nem tinha chegado a meio e já estava farto. Os clichés eram tantos que só mesmo o núcleo de actores competentes é que conseguiu elevar a fasquia da narrativa tão cansada e pouco original.

Uma das particularidades interessantes deste filme é o facto das interpretações dos actores secundários serem largamente superiores ao duo de protagonistas. A conhecida cantora country, Faith Hill, foi uma autêntica revelação no papel de mãe do Kermit. Foi refrescante vê-la num registo completamente diferente àquele a que nos habituou ao longo dos anos.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

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