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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Viver em casa dos pais aos 25


Se há uns anos atrás me dissessem que ia chegar aos 25 e continuar em casa dos meus pais, provavelmente ia pensar que me tinha tornado num valente falhado. Pois, aqui estamos nós. E agora?

Embora a minha situação familiar seja minimamente normal, sendo que nunca falta a gritaria fofinha que muitos de vocês também devem conhecer, a verdade é que já me sinto a mais. É uma sensação extremamente estranha quando de repente já não nos sentimos 100% confortáveis no sitio a que chamamos casa. Considero-me um sortudo na medida em que os meus pais não exigem que contribua nas despesas mas ao mesmo tempo cresce um  sentimento de culpa que é fortificado quando se lembram de mandar uma ou outra boca ao ar. É certo que pago tudo o que seja passes, roupas e comida específica só para mim, mas é diferente.

Com o avançar da idade também cresce a nossa falta de paciência. Ser um adulto trabalhador e ter que estar a ouvir raspanetes da mãe porque não arrumou bem a louça na máquina ou pendurou a roupa no armário é algo que me tira especialmente do sério. Como ela diz e bem, "independente da tua idade, serei sempre tua mãe." Certo, mas isso não implica que esteja sempre receptivo a aturá-la, especialmente depois de um longo dia cheio de preocupações laborais. Mas é caricato ver que a postura dela com o meu avô é exactamente a mesma que ela se queixa que eu às vezes tenho com ela.

De facto, não há nada como chegar a casa e ter o jantar à minha espera ou saber que a minha roupa é sempre lavada sem que eu tenha que mexer um dedo (além da árdua tarefa de a meter dentro na máquina), portanto sei que vou sofrer quando finalmente sair do ninho. Mas é um processo completamente normal e que a maioria das pessoas passa. Custa no inicio mas supera-se. Agora, há que ter oportunidade de viver isso.

Por muito que goste das regalias todas que viver em casa dos pais me dão, confesso que o principal motivo pelo qual ainda não saí se deve à minha actual situação salarial. É a triste realidade dos millennials. Com o ordenado miserável que recebo seria impensável conseguir sustentar-me sozinho. Pensando que logo metade seria para a renda, e o bolo restante entre água,  luz, net, etc, sobravam-me migalhas para comer. Factores positivos: ficava elegante; factores negativos: estava condicionado a uma vida restrita e sem poder de cometer qualquer tipo de exploração fora do pequeno budget existente. Sim, podia juntar-me com a minha namorada mas nem assim íamos estar suficientemente estáveis, pelos menos como gostaríamos.

Enfim,  não sei quando se dará a mudança que considero como a última etapa para estar de vez na vida adulta (por tudo o que isso acarreta),  mas até lá resta-me rezar pelo euro milhões, um aumento chorudo ou um sugar daddy.


Ainda vivem com os vossos pais?
Se sim, sentem necessidade de sair? Se não, custou a mudança?

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Problemas de um Hipocondríaco


Ao fim de quase três anos de blog é seguro dizer que já me conhecem minimamente bem. Ainda assim, como em qualquer relação, existe sempre algo extra por descobrir. Embora já o tenha referido no passado, nunca me debrucei muito sobre uma das particularidades mais fincadas do meu ser, a hipocondria, isto é, o medo excessivo e irrealista de ter uma doença.

Por falta de melhor palavra, ser hipocondríaco é uma valente shit. A pressão psicológica que exercemos sobre nós mesmos é de tal forma pesada que morremos centenas de vezes ao longo da vida. Uma simples dor de cabeça nunca é apenas isso. Aliás, desde criança sofro de enxaquecas (há temporadas em que são diárias) e, como tal, os red flags apontavam todos para um tumor ou aneurisma. Numa dessas alturas de maior incidência de dores, descobri um alto "duro" na nuca e o nível de terror só aumentou. A paranóia foi tanta que acabei por fazer exames. Ainda me lembro do ar do médico quando me diz que aquilo saliente na nuca era um osso, bastante comum nas pessoas da sua etnia, africana.

O mesmo tipo de pensamento acontece com qualquer outro problema físico que possa encontrar. Uma mancha na pele só pode significar cancro, e por aí fora. É esgotante e só quem sofre deste problema consegue perceber que é mais forte do que nós. Não digo que vivo em constante medo de apanhar qualquer coisa, mas lá no fundo, existe uma voz que vai sussurrando, "cuidado, é melhor ires ver isso". A verdade é que me sinto revitalizado quando faço análises. Ter a confirmação de que está tudo bem é algo que não consigo explicar.

É importante perceber que existem três tipos de hipocondríacos. O primeiro é aquele que sofre em silêncio, a imaginar as piores doenças, mas que prefere não ir ao médico com medo de se confirmar que estava certo; depois vem o tipo que sofre em partilha, aborrecendo as pessoas à sua volta com as suas supostas maleitas e que só vai ao médico se o problema não passar num período de tempo que considere adequado; por fim temos aquele que também partilha com o mundo e que está sempre caído no hospital para fazer todos e quaisquer tipo de exames.

Confesso que sou um misto entre o segundo e terceiro. Se bem que geralmente evito a visita ao médico porque tenho rasgos de lucidez, apoiada da repreensão dos meus pais e namorada, que me ajudam a perceber que provavelmente não há de ser nada, e que passa sozinho. É precisamente este ponto que irrita um hipocondríaco, o facto de ninguém nos levar a sério. É compreensível, até porque também reviro os olhos quando ouço outra pessoa com esta condição a falar. Devia ser solidário por saber perfeitamente o que estão a sentir, mas não consigo evitar. Ao fim de tanto tempo a ouvir alguém dizer que vai morrer, mas esse dia parece nunca mais chegar, é inevitável desvalorizar-se os murmúrios de uma alma penada.

Compreendo o teor cómico que esta conversa possa ter, mas garanto-vos que para nós, é tudo menos isso. Tenho noção que muitas vezes exagero, sou ridículo e de tal forma negativo que penso sempre no pior cenário possível, mas prefiro estar preparado para o pior e ser surpreendido com boas notícias. Até agora tem resultado, mas estou sempre à espera do dia em que isso mude.


São hipocondríacos ou conhecem alguém assim?

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Situações peculiares que já vivi


1. Perguntaram-se se era o Ghostly Walker

Há coisa de uns dois meses estava a sair do comboio quando uma rapariga vem ter comigo e profere as palavras que nunca pensei vir a ouvir "Desculpa, és o Ghostly Walker não és?". Caiu-me tudo. Não vos consigo descrever o que passou pela minha cabeça porque foi um misto de choque, vergonha e tudo mais. Felizmente era a Sara do Riot Don't Diet, que além de conhecer da blogosfera há alguns anos, também estava com tanta ou mais vergonha do que eu. Na correria de sair do comboio e andar à pressa para apanhar o autocarro, não tivemos a conversa mais longa de sempre e confesso que morri de medo dela achar que eu estava a ser seco/despachá-la (I wasn't!), mas ao menos foi um memória cómica que guardarei para sempre. Já posso dizer que me reconheceram haha!

2. Já apresentei queixa no estrangeiro

No ano passado quando fui a Madrid visitar a Marta, que estava a estagiar na Disney, roubaram a minha mala de viagem com TUDO. Além das minhas roupas favoritas e que nunca consegui substituir, foram vans, produtos de higiene, a prenda de anos dela e até comida. Enfim, sozinho num país estrangeiro, por muito perto que esteja do nosso, foi provavelmente um dos piores momentos da minha vida. Como não conseguia entrar em contacto directo com ela, basicamente tive que "desenmerdar-me", lançar-me naquela rede de metro extremamente confusa e ir até uma esquadra apresentar queixa. O inspector que me atendeu era a simpatia em pessoa, not, mas ao ver o meu estado, lá acalmou e esforçou-se para me entender. Escusado será dizer que aquilo não deu em nada, mas é uma experiência que me fez ver que se for preciso consigo desenrascar-me. Espero que nunca mais se repita.

3. Simulo chamadas telefónicas

Nem sei se devia falar destas coisas porque ainda alguém chama os senhores das batas brancas, mas vamos lá. Não sei precisar quando é que isto começou mas simulo chamadas telefónicas com alguma regularidade. Quando ainda estava na Universidade, quis surpreender a minha namorada com uma caixa de cupcakes da Mary Cupcakes. Ora, ao ver a bancada cor-de-rosa e super fluffy, bem no meio do centro comercial frequentado por imensos jovens, congelei. Numa tentativa desesperada e triste de me acalmar, dirigi-me ao balcão com a Marta ao telefone... só que não. "Sim, já aqui estou. Queres deste sabor não?" acho que percebem o resto. Sim, isto aconteceu! Hoje em dia ainda recorro a esta patética tentativa de me sentir melhor quando tenho que ir a locais onde não me sinto à vontade.  Chego a ter conversas inteiras comigo mesmo, onde até contraponho factos. Acho que preciso de ajuda.

4. Actuo para câmaras de vigilância

É impressão minha ou isto começou por ser tudo cómico e está a tornar-se numa espécie de intervenção à minha condição mental? Anyway! No meu local de trabalho existem câmaras de segurança por todo o lado. Com a desculpa de "proteger o material", visto que é um estúdio de dobragens, o certo é que os funcionários questionam seriamente a legalidade da situação. Como o meu patrão acha que somos todos burros e não percebemos que ele está constantemente a vigiar-nos para saber se estamos a trabalhar (ambiente super saudável), quando às vezes tenho momentos mortos, algo raro mas que deve ser aproveitado, digamos que actuo para as luzinhas vermelhas. Nada como levar as mãos à cabeça, suspiros profundos e ar de "oh não, estou tão cansado", para que ele não me chateie durante pelo menos 5 minutos. Vale a pena só para ter esse curto espaço de tempo sozinho.

5. Meia maratona no aeroporto

Era uma vez um casal de jovens namorados que foi passar uma semana a Londres. Com medo que o dinheiro não chegasse, resolveram ir às compras na manhã da partida de volta. Smart move. Escusado será dizer que o que se seguiu foi digno de uma comédia de Sábado à tarde. Imaginem a cena, não só estávamos com o stress de chegar em cima da hora como tivemos uma autêntica operação stop na parte do controlo de segurança. Tivemos que nos descalçar, abrir malas e tudo mais, o que é normal mas dado o timing, não podia ter sido mais inconveniente. Por sorte consegui despachar-me rapidamente mas a Marta não. Só teve tempo de agarrar nos ténis e começar a correr, descalça, em pleno aeroporto de Heathrow. Para melhorar a situação, estávamos literalmente na ponta oposta do embarque. A dada altura, quando estávamos a percorrer uma passadeira rolante, tive que parar para não cair para o lado. Nesse instante, viro-me para trás e vejo uma Marta que simplesmente desistiu da vida e olhou para mim do género género, "continua sem mim". Hilariante. No fim chegámos mesmo a tempo e tudo correu bem, mas o processo foi algo simplesmente memorável.


Já passaram por situações caricatas? Como correu?

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Já chega, não? | Queridas Melosas


Apesar do meu aparente humor ácido, até sou uma pessoa bastante acessível. Admito que por vezes possa parecer um tipo frio e extremamente analítico no que toca à minha opinião sobre os meus colegas terráqueos. É inevitável. Mas se há algo que não me vão ver a fazer é dar graxa a alguém. Existe uma diferença entre admiração e bajulação, só é pena que cada vez menos pessoas compreendam isso.

Não há nada de errado em exprimir o nosso fascínio sobre determinados indivíduos ou coisas. Aliás, é algo bastante saudável e que deveria ser praticado mais vezes. Em vez disso, o que mais vemos por aí, especialmente nas redes sociais, é toda uma comunidade de queridas, cujo vocabulário não vai muito além de expressões como maravilhosa, gata ou ai, que linda coração. Tragam-me um balde que vou bolsar.

Serei o único que fica com uma reacção alérgica quando se depara com contas do instagram repletas de dezenas de comentários a bajularem a utilizadora como se fosse a última bolacha do pacote? Um tipo de comportamento que antes era direccionado para celebridades agora alastrou-se para pessoas comuns mas que, por algum motivo, leia-se grupos de auto-promoção, mais parecem rainhas da noite.  O que é que elas fizeram de tão importante para merecer esse tipo de atenção? Tirarem uma selfie a comer um croaissant?

Compreendo perfeitamente a mecânica de "uma mão lava a outra", mas até que ponto isso passa os limites do aceitável? Lamento mas não acredito que metade das parasitas que deixam os seus testemunhos fora de série estejam a ser totalmente honestas. O intuito é conseguir um comentário, likes ou quem sabe follow de volta, simples. Chamem-me cínico, mas recuso-me a aceitar que exista assim tanta gentinha melosa no mundo. Caso contrário, a humanidade não estava como está.

O mesmo acontece em plataformas como o blogspot. Existe um núcelo de bloggers que, por algum motivo, é colocado num pedestal como se fossem a reencarnação de Jesus Cristo. Podem até ficar anos sem aparecer mas quando acontece, é garantido receber um banquete de boas-vindas com um discurso que descreve o quão fantásticos e "únicos" (algo que claramente perdeu o seu significado) eles são. Não percebo, a sério.

Não é ressabiamento por não brincarem comigo no recreio, apenas irrita-me profundamente este tipo de mentalidade tão fútil e absurda. Não se conhecem de lado nenhum nem nunca tiveram uma conversa na vida, mas tratam-se por "querida" ou "amor", what? Mais hilariante ainda é quando soltam um "és a minha inspiração", não por terem partilhado uma história relevante mas devido a coisas triviais como cometer o acto heróico de cortar o cabelo. #sobrave

Correndo o risco de que alguns, ou devo dizer, algumas, de vocês que estão a ler esta publicação se insiram neste grupo tão genuíno de seres, resta-me realçar que este não é mais que um desabafo sobre algo cada vez mais comum. Partilhem as vossas opiniões mas de forma sincera e sem segundas intenções. Retirem a vossa subscrição às queridas melosas e sejam vocês próprias. That's all.


Bajulação nas redes sociais, existe? Irrita-vos ou desvalorizam?

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Sound the Alarm ⤫ Album Reviews #36


MUST LISTEN:
DON'T SAY YOU LOVE ME

SAUCED UP
LONELY LIGHT
HE LIKE THAT

1. Fifth Harmony  Fifth Harmony

Após a saída abrupta, mas nada surpreendente, da Camila Cabello, as restantes integrantes das Fifth Harmony tinham muito a provar. Com a vaga deixada pela come-refrões do grupo, finalmente chegou a oportunidade das outras poderem brilhar. O resultado foi um mini-álbum com sabor a EP pouco inventivo mas eficiente.

Auto-intitulado Fifth Harmony, o conjunto de 10 faixas não é mais que uma reciclagem da sonoridade do projecto procedente, 7/27. Aliás, o primeiro single "Down" é uma tentativa desesperada de recriar o sucesso astronómico de "Work From Home" mas sem o mesmo impacto. Por entre tantas canções super-produzidas, existem boas passagens como a balada "Don't Say You Love Me", a animada "Sauced Up", ou a trap-tastic "Angel". O grande problema, além da falta de originalidade, são as letras. Digamos que não percebo como enchem o peito para dizer que ajudaram a escrevê-las se depois há passagens poéticas como "Pumps and a bump, pumps and a bump / He like the girls with the pumps and a bump". Tenho dito.

MUST LISTEN:
YOUNGER NOW

MALIBU
BAD MOOD
SHE'S NOT HIM

2. Miley Cyrus  Younger Now

Younger Now tinha tudo para ser o canalizador das opiniões políticas que a Miley tanto tem expressado mas não. Em vez disso, o álbum é o mais seguro possível, consistindo numa colecção de canções pop country  que mais parecem ter sido retiradas do arco da velha.

Rapidamente ficamos com a ideia geral do que aí vem, com a combinação das duas faixas iniciais, "Younger Now" e "Malibu". Ambas são óptimas e expressam a mesma ideia de que os tempos da língua de fora foram substituídos por viagens de carro ao longo da costa com o irmão do Thor. Não há nada de errado com mudança e crescimento, mas fiquei não posso deixar de expressar uma valente decepção. De tantos adjectivos que foram utilizados para descrever a Miley nos últimos anos, nunca pensei que enfadonho fosse ser um deles. Dito isto, é impossível negar o poder vocal dela, especialmente em baladas como "I Would Die For You". De salientar também a comovente "She's Not Him" que, se não entenderam pelo título, aborda o tema da bissexualidade.

MUST LISTEN:
BEAUTIFUL ONES
SOMETHING I NEED TO KNOW

PEOPLE LIKE US
CHAPERONE

3. HURTS  Desire

Uoh-oh, os HURTS beberam o kool-aid mainstream. Após oito anos juntos e três álbuns fortes, Desire fica um pouco à quem das expectativas. Nesta quarta produção de inéditas, é evidente que o ambiente está drasticamente mais leve. Batidas dançantes e melodias bem pop não significam necessariamente uma descida de qualidade, mas algo de muito errado se passa aqui.

A faixa de abertura e primeiro single, a soberba "Beautiful Ones", é provavelmente uma das minhas favoritas do ano e o vídeo é absolutamente comovente. Aproveitando tópico da importância da expressão de género, aconselho-vos vivamente a verem o vídeo se ainda não o conhecem. O que se segue é uma falta de direcção bastante óbvia. Não existe um fio condutor que ligue as ideias presentes em Desire e isso é um grande problema. O facto de existir algo como a "Boyfriend", um semi-clone do "Kiss" do Prince", é algo que me supera. Ainda assim, seria um crime catalogar este trabalho como mau. Apenas tem umas arestas por limar. Faixas como "Something I Need To Know" e "Chaperone", são razão mais que suficiente para darem uma oportunidade a este Desire.

MUST LISTEN:
WATCH

COPYCAT
OCEAN EYES

MY BOY

4. Billie Eilish  Don't Smile At Me

Decorem este nome: Billie Eilish. Numa altura em que o mercado está saturado de ritmos tropicais e cantores de playback, é tão refrescante quando surgem pérolas como esta jovem de 15 anos. Sim, fiquei perplexo quando descobri a idade desta legend-in-the-making.

Don't Smile At Me é o primeiro EP da Billie e é um dos melhores do ano. As comparações à Lorde e Melanie Martinez são inevitáveis, mas a diversidade artística da Eilish e excelente composição de letras é extraordinária, especialmente para alguém da sua idade. Cheia de atitude e ironicamente hilariante, estou rendido. Com uma voz etérea capaz de nos hipnotizar, as fundações para uma carreira de sucesso já estão criadas e agora só nos resta acompanhá-la na viagem. Bravo!


(+) ALBUM REVIEWS (HERE)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

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